Boletim Dominical
10 de junho de 2007
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As Três Mesas
Estamos diante da Terceira Mesa, prepara com carinho por mãos humanas.
Coberta por uma toalha branca bordada, engomada, cuidadosamente estendida sobre os elementos. Um cálice grande, solene, quase cheio, se prepara para no devido tempo ser erguido pelo celebrante. Homens circunspectos aguardam o momento de servi-la. A congregação espera o momento de participar.
É hora de reproduzir a cena da Segunda Mesa, ocorrida há vinte séculos, longe de nós no tempo e no espaço.
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Eis a Segunda Mesa.
O cálice e o pão ali dispostos foram preparados no cenáculo por Pedro e João, a pedido do Mestre.
Ambiente diferente. Móveis, trajes, expectativas, tudo diferente. São poucos os participantes. Preside-a o próprio Senhor. Mostra aos doze o seu significado e exorta-os a terem uma Terceira Mesa, em memória dele, através dos tempos.
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A Primeira Mesa.
É a principal, razão de ser das outras porque é eterna, concebida na mente de Deus antes que o mundo existisse.
O celebrante é o pai. Os elementos são o corpo e o sangue do próprio Filho oferecidos em sacrifício pelo nosso pecado e nossa culpa.
“Ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Is. 53:5.
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Não participei da Segunda Mesa porque não pertencia ao contexto histórico daquele momento. Na Primeira estive presente, sim, porque fazia parte do plano de Deus para a redenção de toda a humanidade.
A vergonha, a humilhação e os instrumentos de morte me pertenciam, mas Ele os tomou para si. Encarou tudo, absorveu os golpes e se deu em doação completa. Eu estava lá, porém incólume.
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Volto agora à Terceira Mesa.
Quando tomo o pão e o trituro com os dentes, lembro-me de que Ele foi moído por amor de mim. E quando lanço mão do cálice e o bebo, faço-o devagarinho, porque Ele o sorveu lentamente.
É uma longa história de pecado, de perdão, de sacrifício, de arrependimento, de reconciliação e de paz.
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Três Mesas que falam de Amor.
Pb. Romeu S. Fernandes
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