1. INTRODUÇÃO

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“Qual é a vontade de Deus para mim? O que é que Ele quer? Como posso saber com absoluta certeza qual é a vontade de Deus para a minha vida?”

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Um dos benefícios da salvação é a promessa de direção divina para as nossas vidas. Nós não precisamos ser vítimas da sorte ou do acaso, nem de horóscopos ou coisas semelhantes. Não dependemos também dos nossos limitados recursos para planejar o nosso futuro. Quando levamos Deus a sério, podemos ter a certeza de uma vida abundante e com propósito. Portanto, a finalidade deste estudo é ajudá-lo a conhecer e a aplicar a vontade de Deus em sua vida.

Este é um assunto fundamental e, infelizmente, sujeito a confusões, já que não existem regras fixas. Entretanto, há princípios importantes que podemos adotar para viver no “centro da vontade de Deus”.

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2. PARA QUE CONHECER A VONTADE DE DEUS?

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À luz da Bíblia, sabemos que fomos comprados por Jesus, mediante o Seu próprio sangue (Ap. 5:9), e assim Ele tornou-se não só nosso Salvador (Jo. 3:16 e 17), mas nosso Senhor (Fp. 2:9-11; Jo. 13:13). Isto implica um Evangelho com benefícios, mas também com responsabilidades, pois agora temos um novo dono (I Co. 6:19-20), cuja vontade está acima da nossa (II Tm. 2:4) e que, além disso, é boa, perfeita e agradável (Rm. 12:1-2).

Esta perspectiva afasta, portanto, a idéia que alguns têm sobre conhecer a vontade de Deus apenas por curiosidade, pois ela deve ser experimentada (Rm. 12:2) e praticada (Tg. 1:22-25; Lc. 12:47-48; Jo. 13:17).

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3. ABRANGÊNCIA DA VONTADE DE DEUS

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Crer em Jesus significa aceitar Seu senhorio (ou autoridade) sobre todo o nosso ser (espírito, corpo, intelecto, emoções, tudo). Se Ele não for Senhor de tudo, então não estará sendo Senhor. Cabe a nós nos rendermos a Ele em amor (Lc. 1:38).

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4. COMO CONHECER A VONTADE DE DEUS?

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4.1  Pela Palavra de Deus, que é a Sua vontade já revelada:

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a) Lei moral (Ex. 20:1-17; Mt. 22:34-40).
b) Ensinos de Jesus (Jo. 6:40; 15:12-14).
c) Doutrina dos apóstolos:
- vida santa e cheia do Espírito (Ef. 5:15-21);
- vida pura (I Ts. 4:3-8);
- vida de alegria, oração e louvor (I Ts. 5:16-18);
- vida de testemunho (I Pe. 2:15-16).

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4.2 Pela oração:

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Método pelo qual a vontade humana se alinha à vontade de Deus, desfrutando de Sua intimidade (Sl. 25:12-14). Por intermédio da oração, Abraão discernia a vontade de Deus e reconhecia a Sua voz: estava habituado a falar com Ele (Gn. 22:1-5;  Hb. 11:17-19;  Jo. 10:14 e 27).

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4.3 Pelo compartilhar:

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Ouvindo as experiências  dos  nossos irmãos e como eles foram atingidos por Deus (I Ts. 5:11).

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4.4 Pelas circunstâncias:

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Das quais Jesus também é Senhor, controlando-as soberanamente, para guardar-nos no caminho que Ele quer (Rm. 8:28).
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4.5 Estando dispostos a fazer o que já conhecemos a respeito da vontade de Deus:

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Pois é um ciclo: quanto mais conhecemos e praticamos Sua vontade, mais Deus nos revelará a respeito dela, para que mais a pratiquemos (Sl. 25:12-14).

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4.6 Não de lábios, mas de verdade, mesmo que contrarie o meu ponto de vista
(Jr. 42:1-12; 43:1, 2 e 7; Mt. 21:28-32).

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5. COMO CUMPRIR A VONTADE DE DEUS?

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O ponto de partida encontra-se em Sl. 40:8: “Agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a Tua lei.” Não por obrigação ou por conveniência, mas por gosto. Possivelmente passaremos por situações em que a vontade de Deus aparentemente não nos será agradável. Se, porém, obedecermos pela fé, veremos mais adiante que ela não só é agradável, mas também boa e perfeita (Rm. 12:2).

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5.1 Como podemos chegar ao ponto de nos agradarmos por fazer a vontade de Deus?

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a) Aprendendo com o Senhor (Sl. 143:10).
b) Tendo Sua lei no coração para discernir (Sl. 40:8; 119:11).
c) Perseverando (Hb. 10:36).

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5.2  Há promessas para os que a cumprem:

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a) Fazem parte da família de Jesus (Mt. 12:50).
b) Permanecem eternamente (I Jo. 2:17).

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5.3  Jesus nos deu o exemplo (Lc. 22:42; Jo. 5:30;  6:38-40).

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6. CONCLUSÃO

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Se sinceramente desejarmos fazer a vontade de Deus, não ficaremos confusos, pois, nem o cego (Is42:16-19) e nem o louco (Is 35:8) errarão o caminho santo.

Devemos buscar a vontade de Deus sempre. Sua orientação é tão preciosa para nós quanto as luzes enfileiradas à entrada do porto para as embarcações: o piloto sempre terá responsabilidade nas decisões que tomar, assim como nós, mas acertará se seguir as “luzes-guia”.
 
Quando tiver alguma dúvida, pergunte: “Em meus passos, que faria Jesus?”