1. INTRODUÇÃO

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As palavras “justo” e “justificação” são encontradas dezenas de vezes na Bíblia. O ato que leva um pecador a se tornar justo chama-se justificação. Quando o pecador reconhece o seu pecado, arrepende-se sinceramente e pela fé aceita a salvação oferecida por Jesus Cristo, opera-se nele a justificação, isto é, a graça de Cristo o torna justo e aceitável aos olhos de Deus. A partir desse momento, começa uma mudança interior, a santificação, que é um processo contínuo – e não um ato instantâneo e consumado, como a justificação.

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2. DIFERENÇA ENTRE JUSTIFICAÇÃO E SANTIFICAÇÃO

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1. Justificação é um ato consumado fora do homem, por iniciativa de Deus. Santificação é um processo dentro do homem, gradual e progressivo.
2. A justificação torna o pecador livre da culpa do pecado e o faz filho de Deus, enquanto que a santificação o afasta da contaminação do pecado e o torna mais semelhante a Deus. (Efésios 5.1)
3. A obra da justificação é atribuída mais particularmente ao Pai, ao passo que a da santificação ao Espírito Santo.
4. Justificação é obra de Deus unicamente; na santificação, o homem coopera com Deus.
5. Concluindo, o mérito está em Cristo e não em nossa fé, mas esta é necessária à apropriação da justificação. Deus não justifica o pecador até que este receba a obra de Cristo, pela fé.

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3. FÉ E OBRAS

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O conceito de justificação nos leva a este grande e extraordinário assunto: Qual o papel da fé e qual o das obras?
A Bíblia afirma que a salvação é de graça, mediante a fé. Abra agora a sua Bíblia e leia a comovente história do carcereiro de Filipos, registrada em Atos 16.23-36. À sua angustiante pergunta “o que é necessário que eu faça para me salvar?”, vem a resposta pronta e definida de Paulo e Silas: “Crê no Senhor Jesus Cristo.”

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4. A JUSTIFICAÇÃO É DE GRAÇA

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Muitos textos comprovam esta verdade. Vejamos os quatro seguintes:
Romanos 5.1: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Gálatas 2.16: “Sabendo, contudo, que o homem  não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus (…) para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.”
Efésios 2.8,9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.”
Romanos 3.28: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.”

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5. E AS OBRAS, ONDE FICAM? QUAL O SEU PAPEL?

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Efésios 2.10: “Pois somos feitura d’Ele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”
Tito 3.8: “(…) os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens.”
Tiago 2.26: “Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.”
A fé e as obras se completam. Uma fé viva e verdadeira sempre e verdadeiramente produzirá frutos e por eles será aperfeiçoada. À fé seguem-se as boas obras. Por outro lado, boas obras sem arrependimento e fé são ocas e não salvam. A caridade, as boas obras ou o cumprimento da lei não substituem o arrependimento e a fé.

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6. CONCLUSÃO

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“A graça manifesta-se independente das obras ou esforços dos homens. Quando a pessoa está sob a lei, não pode estar sob a graça, e quando está sob a graça não pode estar sob a lei. A pessoa está sob a lei quando procura assegurar a sua salvação como recompensa por fazer boas obras ou observar certas cerimônias. Está sob a graça quando assegura para si a salvação por confiar na obra que Deus fez por ela, e não na obra que faz para Deus. A lei diz: “pague tudo”, mas a graça diz: “tudo está pago”.  A  lei  representa  uma  obra  a  fazer; a graça é uma obra consumada. A lei condena; a graça justifica. Sob a lei, a pessoa é serva assalariada; sob a graça, é filha em gozo de herança ilimitada.
Aparentemente há contradição entre os ensinos de Paulo e Tiago. Veja Romanos 3.20 e Tiago 2.14-17. Paulo está recomendando uma fé viva que confia somente no Senhor; Tiago está denunciando uma fé morta e formal que representa apenas um assentimento mental. Paulo está rejeitando as obras mortas da lei ou obras sem fé. Tiago está louvando as obras vivas que demonstram a vitalidade da fé.
Quão agradável soa aos meus ouvidos esta verdade: pela graça de Jesus eu me torno justo, isto é, aceitável a Deus. Não posso pagar por isso, pois aos olhos de Deus “minhas justiças são como trapos de imundícia”. Por ser agora justo e não mais servo do pecado, consagro-me ao exercício das boas obras por amor, como forma de agradar àquele que me redimiu.

“Justificados, pois, mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Romanos 5.1