1. INTRODUÇÃO

Como todas as demais áreas de nossa vida, a área financeira também é permeada pela atuação de Deus. Não existe limite entre o sagrado e o secular. A primeira coisa que devemos ter em mente é que tanto as riquezas quanto as forças para adquiri-las vêm de Deus (Dt. 8:17; I Cr. 29:12-14).  Conforme Jesus nos ensinou na parábola dos talentos (Mt. 25:14-30), não passamos de mordomos, de servos a quem o Senhor confiou os seus bens para que sejam administrados com sabedoria (veja também Lc. 16:1-13).

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2. SER RICO É PECADO?

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Na verdade, o que a Bíblia nos diz é que o mal está em amar as riquezas, em apegar-se a elas, e não propriamente em possuí-las (I Tm. 6:7-10; Mt. 6:24; Lc. 18:18-30; Ec. 5:10). Abraão, Isaque e Jacó, por exemplo, eram muito ricos (Gn. 13:2, 6; 26:12, 13; 30:43). Além disso, a prosperidade é uma das bênçãos sobre os que temem ao Senhor (Sl. 103:5; 112:1-3).

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Entretanto, podemos ter prioridades erradas:

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a) Usura:
Os israelitas estavam proibidos de emprestar dinheiro visando receber juros, a não ser dos estrangeiros (Dt. 23:19, 20; Sl. 15:1, 5).

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b) Avareza:
O desejo demasiado de adquirir e acumular riquezas é equiparado na Bíblia à idolatria (Mc. 7:21-23; Lc. 12:15; I Co. 6:10; Cl. 3:5). O único modo eficaz de reverter esse quadro é deixando Deus vir em primeiro lugar (Mt. 6:24).

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c) Ser fiador:
Não fique como fiador de alguém se você não tiver condições de cobrir a dívida assumida (Pv. 6:1; 11:15; 22:26, 27).

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d) Crédito:
Cartões de crédito, cheques pré-datados: se fizermos bom uso desses recursos, serão bênçãos, mas, se fizermos mau uso, poderão nos arruinar (I Co. 6:12).

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 e) Ser perdulário:
Não gaste seu dinheiro de maneira vã, ou na onda das “marcas” ou consumismo doentio. Que haja domínio próprio  (Is. 55:2).

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f) Telefones 0900  -  Sorteios e serviços por telefone.
Não caia nessa!!!

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3. O CRISTÃO E AS RIQUEZAS

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3.1  Devemos lembrar que as riquezas são passageiras (Pv. 27:24;  I Tm. 6:17-19).  O ideal é buscarmos o equilíbrio (Pv. 30:8-9).

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3.2  Aqueles que possuem riquezas devem saber dominá-las, não se deixando dominar por elas (I Co. 6:12; 9:25; Gl. 5:22, 23).

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3.3 Além disso, precisamos lembrar que o mais importante não depende de dinheiro, mas é de graça e pela graça (Is. 55:1;   Lc. 10:41-42).

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3.4 O dinheiro, contudo, pode e deve ser instrumento dessa mesma graça de Deus (Pv. 3:9, 10; At. 4:32-37; I Tm. 6:17-19).

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4. OS DÍZIMOS E AS OFERTAS

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Dízimo – Dez por cento (10%) de tudo que temos ou ganhamos.

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Oferta – além do dízimo.  Devemos colaborar com os diversos departamentos ou serviços eventuais que a Igreja presta à comunidade ou mesmo seus membros mais carentes.

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4.1 São expressões de corações agradecidos pelo que têm recebido do Senhor (I Cr. 29:14-16).  São também mandamento divino (Lv. 27:30; Mt. 3:10).

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4.2 Os levitas, beneficiários dos dízimos e ofertas no Antigo Testamento, também davam o dízimo dos dízimos (Nm. 18:26).

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4.3  Há abundância de bênçãos para os que participam (Ml. 3:10-12).

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4.4  Abraão e Jacó, que viveram antes da Lei, deram o dízimo de seus bens (Gn. 14:20; 28:22; Hb. 7:4).

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4.5   Deus promete afastar o devorador (Jl. 1:4; Ml. 3:8, 9, 11).

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4.6  Ninguém é salvo por entregar seu dízimo, mas a Bíblia diz que é ladrão aquele que não entrega (Ml. 3:8).

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5.  CONCLUSÃO

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Nossa posição — não apenas quanto às riquezas, mas também quanto a qualquer coisa que signifique muito para nós — deve ser a mesma que Abraão tinha em relação a seu filho Isaque: entregar tudo a Deus, sabendo que Ele é capaz até mesmo de ressuscitar um morto para levar a bom termo Seu propósito para nossa vida (Gn. 22:1-9; Hb. 11:17-19).