A Bíblia é a Palavra de Deus. Nela encontramos orientação segura para a nossa vida. Agora que você nasceu de novo, precisa de alimento genuíno para crescer e ter uma vida saudável. A Bíblia é esse alimento.
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1. INTRODUÇÃO
Antes de iniciarmos o estudo em si, é necessário fazermos uma observação: o objetivo desta apostila não é “convencer” ninguém de que a Bíblia é a Palavra de Deus, pois isto é obra do Espírito Santo.
Nossa única intenção é fornecer aos que já têm crido na Bíblia como ensinamento divino algumas razões lógicas e objetivas nas quais possam alicerçar a sua fé.
A Bíblia foi escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo. Ela tem produzido resultados práticos. Através dos séculos, tem influenciado a civilização, transformando vidas e trazendo luz e inspiração, conforto e sabedoria a milhões de pessoas, e sua obra é permanente – hoje e para sempre.
Se é verdade que, como cristãos, temos de pautar os menores atos de nossa vida pela vontade de Deus, não é menos certo que o discernimento da vontade de Deus passa pelo conhecimento da Sua Palavra.
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2. CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO
A palavra cânon significa literalmente “cana” ou “vara de medir”. Passou a ser usada para designar a lista dos livros reconhecidos como a genuína, original, inspirada e autorizada Palavra de Deus, e para distingui-los de todos os outros livros como regra de fé.
Livros apócrifos: Esta é a expressão utilizada para designar os livros não inspirados contidos em algumas Bíblias. Esses livros foram escritos entre o 3º e o 1º séculos a.C. (antes de Cristo) e adicionados à Septuaginta, tradução grega do Antigo Testamento feita naquele período.
Eles não pertenciam ao Antigo Testamento hebraico e nunca foram reconhecidos pelos judeus como parte das escrituras hebraicas. Além disso, esses livros nunca foram citados por Jesus ou pelos apóstolos, e o Novo Testamento contém perto de 300 citações do Antigo Testamento.
Baseando a Reforma na autoridade divina da Palavra de Deus, os reformadores, chamados pejorativamente de protestantes, logo rejeitaram os livros apócrifos por não fazerem parte dessa Palavra, assim como já o haviam feito a Igreja primitiva e os hebreus antigos. Entretanto, no Concílio de Trento (1546 d.C.), realizado para deter o movimento protestante, a Igreja Católica Romana declarou canônicos tais livros, que ainda figuram na versão do padre Matos Soares.
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3. DIVISÃO
O Antigo Testamento contém 39 volumes (entre livros e epístolas) e o Novo Testamento 27. Ao todo são 66.
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ANTIGO TESTAMENTO
5 Livros da Lei
Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.
12 livros históricos
Josué, Juízes, Ruth, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis,
I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester.
5 livros poéticos
Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cantares.
5 profetas maiores
Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel.
12 profetas menores
Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
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NOVO TESTAMENTO
5 livros históricos
Mateus, Marcos, Lucas, João, Atos.
3 grandes cartas
Romanos, I Coríntios, II Coríntios.
4 cartas (vogais)
Gálatas (A), Efésios (E), Filipenses (I), Colossenses (O).
5 cartas (grupo do t)
I Tessalonicenses, II Tessalonicenses, I Timóteo, II Timóteo, Tito.
2 cartas (alfabética)
Filemon (F), Hebreus (H).
6 cartas (universais)
1 de Tiago, 2 de Pedro e 3 de João.
1 carta de Judas (J)
1 livro profético
Apocalipse.
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4. A AUTORIA DIVINA DA BÍBLIA
Existem várias razões pelas quais podemos afirmar que há uma mente única aglutinando e orientado o grande número de autores dos diversos livros da Bíblia; e, por afirmações contidas dentro das próprias Escrituras, verificamos que essa é a mente de Deus, que Ele é o autor da Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse.
Vejamos a seguir o porquê desta afirmação.
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4.1 Unidade na diversidade
A Bíblia apresenta uma unidade que transcende a todos os obstáculos abaixo relacionados, pois foi escrita:
a) num período de aproximadamente 1.500 anos;
b) ao longo de 60 gerações;
c) por mais de 40 autores de todas as classes sociais:
ex.: Moisés – líder político; Salomão – rei;
Lucas – médico; Amós – pastor; Pedro – pescador;
d) em diferentes locais:
ex.: Moisés – no deserto; Paulo – na prisão;
João – na ilha de Patmos;
e) em diferentes circunstâncias:
ex.: Davi – em tempo de guerra;
Salomão – em tempo de paz;
f) por pessoas que jamais se encontraram;
g) em três continentes: Ásia, África e Europa;
h) em três idiomas:
Hebraico – Antigo Testamento;
Aramaico – Trechos do Antigo e do Novo;
Grego – Novo Testamento.
Apesar de todos esses fatores, encontramos um mesmo propósito e uma unidade inquestionável de Gênesis a Apocalipse.
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4.2 Coerência doutrinária
A Bíblia discorre sobre os mais diversos assuntos sem jamais cair em contradição; tem continuidade indiscutível e apresenta uma única história que permeia todo o seu conteúdo: a redenção do homem efetuada por Deus em Jesus Cristo.
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4.3 Fidelidade de tradução
Apesar de não possuirmos os originais das Escrituras, existem inúmeras evidências de que as cópias que possuímos são fiéis ao texto original.
Novo Testamento: comparando entre si as 13.000 cópias primitivas do Novo Testamento que chegaram até nós, verificamos que o texto é o mesmo em 98,33%. Existe também um grande número de citações de textos bíblicos em autores da antigüidade, o que é mais uma prova da fidelidade das Escrituras.
Também devemos considerar que não há nenhum outro livro da antigüidade que apresente um espaço de tempo tão curto entre a composição do livro e o mais antigo manuscrito existente.
• Novo Testamento: escrito no século I. Manuscrito mais antigo: escrito no século IV.
• Antigo Testamento: até meados do presente século, os manuscritos mais antigos que possuíamos datavam de 900 d.C., o que nos dava uma diferença de 1300 anos entre a escrita do original e os manuscritos encontrados.
Em 1947 foram descobertos os “Rolos do Mar Morto”, escritos da antigüidade datados de 125 a.C., contendo grandes porções do Antigo Testamento, inclusive uma cópia completa do livro de Isaías.
Esses escritos, comparados com as cópias que possuíamos, mostraram que estas eram exatas em 95%, e que, das divergências existentes, nenhuma alterava alguma doutrina fundamental do Cristianismo, apesar dos 1000 anos que as separavam.
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4.4 Cumprimento profético
A Bíblia é o único livro no qual encontramos profecias relativas a nações específicas: a Israel, aos povos da Terra, a determinadas cidades e à vinda do Messias. Nenhuma outra religião ou seita pode apresentar-nos coisa semelhante. (Isaías 53 é um belíssimo texto profético a respeito de Jesus Cristo.) No islamismo, por exemplo, não há nenhuma profecia acerca de Maomé.
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4.5 Sobrevivência
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a) Através do tempo
Escrita em material perecível, a Bíblia teve seu conteúdo mais preservado do que qualquer outro livro da Antigüidade.
Os judeus a preservaram como nenhum outro manuscrito; eles possuíam classes especiais de homens – os escribas – cuja missão exclusiva era preservar e transmitir esses documentos com perfeita fidelidade.
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b) Através da perseguição
Muitos, através da história, têm tentado exterminar a Bíblia. No entanto, ela é cada vez mais difundida em quase todos os países.
Voltaire, que morreu em 1780, predisse que 100 anos após sua época o cristianismo desapareceria e passaria a pertencer à história…
…Voltaire passou para a história, mas o cristianismo continua vivo e cada vez mais difundido.
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c) Em meio às críticas
Se a Bíblia não fosse a Palavra de Deus, há tempos os homens a haveriam destruído.
Reis, sacerdotes, papas, todos levantaram sua mão contra ela. Eles morreram – a Bíblia continua viva. Nenhum outro livro sofreu tantos ataques durante tanto tempo quanto a Bíblia. No entanto, ela continua firme e veraz. Devemos crer no que nos diz a Bíblia sempre, mesmo que ela contrarie as mais modernas teorias, pois estas cairão, mas as verdades contidas nas Escrituras continuarão inabaláveis.
Por exemplo, os historiadores diziam que Moisés não poderia ter escrito o Pentateuco, pois em sua época não teria havido escrita. Anos mais tarde, arqueólogos descobriram registros de escrita anteriores a Abraão, portanto muito anteriores ao tempo de Moisés.
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5. CONFIRMAÇÃO HISTÓRICA (TESTEMUNHO EXTERNO)
A história confirma o que diz a Bíblia, pois grande parte dos fatos por ela citados são comprovados historicamente, ao contrário de outros livros religiosos povoados por lendas ou por relatos de coisas que jamais aconteceram. Além disso, existe o testemunho de diversos autores da antigüidade, que citam inúmeras passagens bíblicas, como é o caso de Flavius Josefo, eminente historiador romano do século I.
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6. TESTEMUNHO INTERNO
a) Autores bíblicos afirmavam que o que escreviam era a Palavra de Deus:
II Timóteo 3.16; II Pedro 1.21; I Coríntios 2.13; Êxodo 24.4; Romanos 16.26.
b) Jesus Cristo testemunhou acerca da veracidade do Antigo Testamento:
Lucas 24.44: Leis, Profetas, Escrituras;
Lucas 11.51: Abel – 1º mártir (Gênesis 4.8);
Zacarias: último mártir (2 Crônicas 24.21); Mateus 26.54-56.
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7. INFALIBILIDADE BÍBLICA
Se aceitarmos que a Bíblia é a Palavra de Deus, devemos também crer que ela jamais falhará, que todos os seus ensinamentos são justiça e verdade, pois um livro escrito por Deus, com o propósito de revelar o Seu caráter e o Seu plano para o homem, não poderá ter qualquer tipo de falha. Mateus 5.18; João 10.35; I Pedro 1.24,25.
Portanto, devemos tomá-la como nosso padrão, incorporando à nossa vida os seus ensinamentos, permitindo que possam ser cumpridos em nossa vida os propósitos de Deus ao revelar a Sua Palavra ao homem. II Timóteo 3.16; Hebreus 4.12; Deuteronômio 29.29.
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8. A AUTORIDADE E O PODER DA BÍBLIA
1. Autoridade: João 12.47-48.
A palavra de Deus será a base do julgamento final.
2. Poder: Hebreus 4.12.
Leia a sua Bíblia todos os dias.
“As Escrituras não foram dadas para aumentar o nosso conhecimento, mas para mudar a nossa vida”.
D.L. Moody.