1. Introdução

Certamente não há assunto mais importante e que mais alegre nossos corações do que aprendermos e comprovarmos na Bíblia Sagrada que ainda nesta vida podemos ter a certeza de que nossos nomes estão escritos no Livro da Vida e dali jamais serão apagados.

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2. A Criação

Gn 1.26-28.

Deus criou o homem para interagir com ele, para gozar Sua presença e viver em plenitude de alegria, de paz, de amor.

Rm 8.36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!

I Co 10.31 Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.

Sl 73.24-26

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3. A Queda

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Ler Gn 3.1-6

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Algumas questões se levantam:

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1. O pecado do homem foi ter tido relação sexual?

Não, no momento em que Deus criou o homem Ele determinou que este gerasse filhos e filhas e a única forma de cumprir esta determinação – pelo menos naquela época, em que não havia fertilização “in vitro” – era através de relação sexual.

Nota:  Se Deus determina que antes e fora do casamento não se deve ter relações sexuais, após este, Ele determina que o casal não deixe de ter (I Coríntios 7.5,6). O sexo não possui apenas o caráter de perpetuar a espécie, mas também o de dar prazer ao casal.  Recomendo a leitura de Cantares de Salomão.

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2. Se Deus sabia que o homem iria pecar, por quê o criou?

Porque Deus havia determinado, que mesmo a sua revelia, o sustentaria e o preservaria até que na plenitude dos tempos este fosse alcançado pelo Plano de Redenção e então, a partir daí, viveria para louvor da Sua glória, com seu coração transbordante de gratidão pela graça que lhe havia sido destinada.

Ap 13.8 …e adora-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

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3. Se Deus é o Todo-Poderoso, por quê Ele não destrói Satanás e os seus anjos de uma vez?

Para que o homem tivesse a possibilidade de optar.  Escolher entre o bem e o mal, entre a porta estreita e a larga.  Caso o mal já tivesse sido de todo extirpado, não haveria possibilidade de escolha para o homem pois só haveria o bem.  Obviamente, Deus deseja ser adorado de modo voluntário e não por falta de opção.

Deus deseja um povo santo, que conheceu o mal e optou por apartar-se deste, e não um povo ingênuo.

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4. A grande questão do pecado

Gn 5.1-3

Adão foi criado à semelhança de Deus, mas quando gerou seus filhos, o fez após a queda, gerando-os à sua semelhança, isto é, à semelhança do Adão decaído.  No momento da queda, toda a humanidade estava em Adão, herdando sua natureza decaída, rebelde, pecaminosa.

Portanto, o problema do homem não são os atos pecaminosos que pratica, mas sua natureza pecaminosa herdada de Adão.
Já nascemos em pecado.

Por isso o texto afirma:

Rm 3.23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,

Ninguém é justo naturalmente diante de Deus.  Todos nos tornamos culpados.

Rm 6.23 porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Sendo assim todos estávamos condenados a morte.

Quando Deus definiu o que era e o que não era pecado, Deus não desejava nos privar de coisas boas, de momentos de prazer e alegria, antes pelo contrário, o pecado é algo terrível que nos envergonha, entristece e nos conduz à morte.

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5. O plano de redenção

Jo 3.16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Jesus nasceu da virgem Maria, tendo sido gerado pela ação do Espírito Santo.  Em Jesus coexistiam duas naturezas: a humana, herdada de Maria, através da qual Ele poderia ser tentado e sentiria a fraqueza e angústia humana, e a natureza divina, oriunda do Espírito, que lhe possibilitou passar por toda a sua existência na Terra sem cair em qualquer pecado.
Desta forma, Ele não precisaria morrer, pois a morte é o preço, a conseqüência  do pecado.

No entanto:
Rm 5.8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

Cristo não precisava ter morrido.  A cruz era nossa.  Ele que não teve pecado, voluntariamente deu sua vida por nós.

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6. A crucificação

O Templo ficava dentro da cidade de Jerusalém.  Este era dividido em três partes: o Átrio exterior, o Santuário e o Santo dos Santos.  O Santuário e o  Santo dos Santos eram separados por um véu (apesar de ser conhecido como véu, tratava-se de um tecido forte, grosso e consistente, leia Ex 26.31-33).  No interior do Santo dos Santos, estava a Arca da Aliança, que representava a presença de Deus. Apenas o sumo sacerdote, uma única vez por ano podia entrar nessa parte, ali intercedia pelo povo e Deus se revelava a ele e manifestava sua vontade para o povo.

Era o maior dos privilégios entrar no Santo dos Santos, pois ali Deus estava presente e ali Ele se manifestava.  Porém apenas o sumo sacerdote podia faze-lo.  Havia um véu fazendo a separação entre Deus e as pessoas comuns.

O Monte Calvário ficava fora da cidade de Jerusalém e era usado para execuções de criminosos.

Mt 27.45-54

No instante em que Jesus Cristo expira na cruz do Calvário, lá em Jerusalém, no Templo, o véu se rasga de alto a baixo, abrindo definitivamente o acesso a Deus, através da cruz.

Vemos que a salvação não é uma questão de escolha de religião, mas apenas Jesus Cristo, que foi tentado em todas as coisas e não pecou em nenhuma, pode pagar o preço da minha e da sua dívida diante de Deus.

Ef 2.8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
 9 não de obras, para que ninguém se glorie.

Somos salvos pela graça, jamais teríamos condição de alcançar o céu por justiça própria.

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7. A minha parte

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1. Devo crer

Jo 5.24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.

Ef 2.8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;
 9 não de obras, para que ninguém se glorie.

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2. Devo me arrepender e deixar os pecados

At 3.19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados,

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3. Devo testemunhar

Rm 10.9 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.

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4. Devo tomar posse

Jo 1.12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome;
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8. Nossa garantia

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Eu posso perder minha salvação?

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A Bíblia não nos autoriza a pensarmos assim de maneira nenhuma,  antes pelo contrário, ela afirma que por nós mesmos jamais seríamos salvos.  Nossa salvação é uma dádiva de Deus, é graça, e os dons de Deus são irrevogáveis.

Jo 10.27-29

Fp 1.6 Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.

I Jo 3.9 Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.

Jr 32.40 Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.

Jo 5.24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.

Jo 6.37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.