“Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.”
I Pedro 1.15
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1. CONCEITO
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É o processo que transforma o convertido na imagem e semelhança de Jesus Cristo. Começa no momento da conversão e prossegue até o fim da vida.
Diferença entre salvação e santificação: Você pode ouvir a pregação do Evangelho apenas uma vez e converter-se. Ou o terá ouvido durante anos antes que se dê a conversão. Mas há um momento de decisão, em que você entende o plano de salvação, arrepende-se e se rende a Cristo. Nesse momento você está salvo, convertido. E Deus o santifica, isto é, o separa.
A santificação, todavia, prossegue. É um processo sem fim, de aperfeiçoamento, quando, através da Palavra e da comunhão, o crente vai conhecendo mais a pessoa de Cristo e se tornando mais parecido com Ele.
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2. A SANTIFICAÇÃO DEPENDE DO MEU ESFORÇO OU É UM ATO DE DEUS?
As duas coisas.
Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses (I Ts 5.23), diz que Deus nos santifica, isto é, nos separa, nos purifica.
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Veja os seguintes textos:
• I João 1.7: “o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”
• I Coríntios 6.11: “mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”
• João 17.17: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade.”
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Estas considerações nos levam à conclusão de que devemos deixar-nos conduzir pelo Senhor na obra de santificação.
Todavia, há necessidade do meu esforço para que esse processo se dê. “Somos colaboradores de Deus”. O texto de Efésios 4.17 até 5.2 é muito rico e bastante claro a respeito. Leia-o com atenção.
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Pense na seguinte ilustração: um carro está atolado no barro. O esforço do motor não é suficiente para arrancá-lo do lugar: as rodas patinam e nada acontece. Você chama alguém para dar um empurrãozinho, e, com essa ajuda, acelera a máquina e o carro finalmente sai do atoleiro.
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Guardadas as devidas proporções, assim se dá também com a santificação. Você faz a sua parte, e se deixa empurrar pelo Espírito Santo de Deus. Mais adiante surge outro obstáculo, e você usa o mesmo processo. Com a experiência, você vai aprendendo a se desviar dos atoleiros e a viagem se torna mais suave, ao mesmo tempo em que vai ajudando outros através da sua vida santificada.
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Defeitos de caráter, vícios, pecados voluntários, falta de perdão, tudo isso é lixo e entulho, que deve ser removido da vida do crente pelo processo da santificação.
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Em Provérbios 4.18, lemos que a “vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.”
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3. IDÉIAS ERRÔNEAS ACERCA DA SANTIFICAÇÃO
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Muitos cristãos descobrem o fato de que seu maior impedimento em chegar à santidade é a carne, a qual frustra sua marcha para a perfeição. Como conseguir a libertação da carne? Três opiniões erradas têm sido expostas:
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1. A erradicação
Se a erradicação da natureza pecaminosa se consumasse, não haveria morte física, pois esta é o resultado daquela natureza.
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2. O legalismo
A observância de regras e regulamentos. Paulo ensina que a Lei não pode santificar (Romanos 6), assim como também não pode justificar (Romanos 3). Paulo não está de nenhuma maneira depreciando a Lei. Para um homem ser salvo do pecado, terá que ser por um poder à parte de si mesmo. Sobre ele deve operar uma força à parte dele mesmo; e essa força é o poder do Espírito Santo.
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3. O ascetismo
Representa a tentativa de subjugar a carne para alcançar a santidade por meio de privações e sofrimentos – método que seguem algumas religiões. Esse método parece estar baseado na antiga crença pagã de que toda matéria, incluindo o corpo, é má. O corpo, por conseguinte, é uma trava ao espírito, e quanto mais castigado e subjugado, mais depressa se libertará o espírito. Isso é contrário às Escrituras, que ensinam que Deus criou tudo muito bem (Gênesis 1.31). É a alma e não o corpo que peca; portanto são os impulsos pecaminosos os que devem ser subjugados e não a carne material. Ascetismo é uma tentativa de matar o eu, mas o eu não pode vencer o eu. Essa é a obra do Espírito.
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4. CONCLUSÃO
Salmos 139.23,24 diz: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.”
Este deve ser o anseio diário do crente – a santificação, ficar mais parecido com Cristo. No que depender de mim, deve ser por amor a Ele, não por obrigação. Feito assim, é um processo suave e saudável, que enriquece não somente a nós, mas a todo o corpo de Cristo.