Sinais dos Tempos

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O amor vem esfriando na medida em que crescem a iniqüidade, o individualismo, o narcisismo.
Os discípulos de Cristo, um dia, perguntaram a ele quais seriam os sinais que antecederiam a sua vinda. Ele respondeu esta pergunta numa longa pregação, conhecido como “sermão profético”. Entre os sinais apresentados por Jesus, destaca-se o surgimento de falsos Cristos e falsos profetas, que iriam enganar muitas pessoas. O Filho de Deus falou também de guerras entre as nações e de abalos sísmicos. No entanto, há um sinal que me chama a atenção de forma particular: trata-se daquele que fala do esfriamento do amor. Jesus disse: “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24.12).
A relação que Jesus apresenta é inversamente proporcional: o crescimento da iniqüidade implica no enfraquecimento do amor. Vejam se não é esse o nosso caso. Na medida em que cresce o pecado em suas mais variadas formas, da corrupção ao crescimento da miséria social, da pornografia a todas as formas de banalização sexual, a violência nas ruas e nos lares, o individualismo autocentrado e narcisista, esfria o amor genuíno e sincero no ser humano. Somos uma geração que vem desaprendendo a amar. Não estou me referindo a uma forma platônica de amor ou aos modelos hollywoodianos que enchem nossa sala de estar todos os dias, mas ao amor conforme Deus o revela nas Escrituras. Amor naquela forma como ele mesmo nos tem amado e celebrado uma aliança com seu povo. Provavelmente não há nenhum texto mais completo sobre o amor do que 1 Coríntios 13, um texto que precisa ser revisitado por nós diante daquilo que vemos todos os dias.
Naquela epístola, Paulo fala de um amor que é paciente, que não se perde diante da primeira crise ou da primeira desilusão; um sentimento bondoso, não ciumento e humilde. Um amor que não se comporta de forma inconveniente, mas é altruísta, e está sempre procurando atender o interesse dos outros e não o seu próprio. É também um amor que não se ira facilmente, que não guarda rancor, que não se alegra com a injustiça mas que salta de júbilo quando a verdade triunfa. É um amor que sabe que o sofrimento sempre acompanha aquele que ama. Um amor que se sustenta sob fundamentos sólidos e verdadeiros, que não tem a pressa dos egoístas, mas que sabe esperar e possui uma enorme capacidade de suportar adversidades.
Este amor que Paulo nos descreve vem diminuindo e esfriando na medida em que cresce o egoísmo alimentado pelo individualismo da cultura narcisista, onde o que importa sou eu, meus desejos, meus interesses, meu momento, minhas necessidades, minha realização, meus projetos, o que eu penso, quero e preciso. Imagino que quando duas pessoas modernas, com este espírito individualista e narcisista, se encontram e resolvem se amar, envolvem-se num modelo de relacionamento onde, à primeira vista, tudo indica que se trata de um belíssimo e invejável romance. Contudo, diante do primeiro obstáculo, da primeira frustração, de um simples desentendimento, da dor e do sofrimento, ou do cansaço e da vontade de experimentar “novos ares”, abandonam aquele amor que foi grande apenas enquanto durou em troca de um outro que atenda as necessidades de um ego inflado, imaturo e insaciável.
É por causa da iniqüidade deste espírito individualista e narcisista que os pais vão abandonando os seus filhos porque têm coisas mais importantes a fazer, como ganhar dinheiro ou buscar o sucesso, do que cuidar deles e amá-los; alguns tornam-se indiferentes e os abandonam à própria sorte na esperança de que na escola ou na vizinhança encontrarão quem os ame e eduque. Outros há que tentam manipulá-los e controlá-los em virtude da mesma iniqüidade, da mesma falta de tempo e da mesma insegurança. Os mais modernos já preferem não tê-los porque sabem que o amor que possuem não ultrapassa a epiderme – não são capazes de amar nada além do seu próprio ego. Por outro lado, os filhos vêm se rebelando contra seus pais, negando-lhes o respeito e a honra. São também filhos da iniqüidade do nosso tempo, do mesmo individualismo, do mesmo egoísmo.
Os jovens trocaram o amor pelo sexo para descobrirem lá na frente, depois de tantas idas e vindas e muitas “ficadas”, que são bons de cama mas frios e imaturos na arte de construir um amor que supera as fronteiras do egoísmo e que cresce na medida que o tempo passa. Os escândalos de corrupção que mais uma vez abalam o país têm, na sua raiz, o mesmo mal. Todos buscam o que é seu e nunca o que é dos outros. A epidemia que hoje toma conta da nação não é a corrupção – ela é apenas mais uma expressão de uma nação, onde a iniqüidade cresceu tanto que fez o amor murchar.
Eu nunca fui um desses crentes interessados em decifrar os códigos para adivinhar quando é que Jesus Cristo volta. Tal aritmética não me interessa. Apenas sei que ele voltará, e isso me basta. No entanto, devo confessar que olhando para o cenário do mundo hoje, tenho orado por uma intervenção divina e espero que ela aconteça logo, seja na forma de um novo avivamento – daqueles que penetram na raiz do coração humano e o transforma e não esta panacéia religiosa que alguns chamam de “derramamento do Espírito” – ou de uma intervenção escatológica, final ou não. Oro por isto porque não é mais possível suportar tanta injustiça, tanta miséria, tanta imoralidade, tanto pecado.
Oro também para que Deus nos preserve fiéis a ele e à sua Palavra, para que aqueles que reconhecem o amor divino e são alimentados e inspirados por ele cresçam cada vez mais amparando o pobre, cuidando do necessitado, lutando pela justiça, permanecendo fiéis aos termos da aliança com Deus e com o próximo. Jesus, naquele sermão profético, afirma que “o amor se esfriará de quase todos”. E é nesta pequena exceção que quero me incluir, a mim e a você, mesmo que sejamos apenas um pequeno remanescente, mas um remanescente que não se curva diante dos Baalins do mundo moderno.

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Rev. Ricardo Barbosa de Souza
Pastor da IP do Planalto, em Brasília

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CONVERSE COM O PASTOR

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Se você deseja agendar um aconselhamento ou uma visita com o pastor, fale com a Simone das 10h às 16h na secretaria da igreja pelo telefone 2624-0006.

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Retiro 2009
Vida Vitoriosa!
20 a 24 de fevereiro

Faltam 26 dias!

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AVISOS

Pastor de férias

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O pastor estará de volta às suas atividades na próxima terça-feira.
 

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Secretária de férias

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A Simone estará de férias entre os dias 15 de janeiro e 14 de fevereiro. Para agendar visitas e aconselhamentos nesse período, ligue direto para o Pr. Jônatas (8703-6256) ou deixe recado na secretária eletrônica da igreja (2624-0006) que logo retornaremos.

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Célula Paraíso

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Está suspensa durante os meses de janeiro e fevereiro. Voltará a se reunir no dia 6 de março.

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Célula Barreto 2

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Não se reunirá nas próximas duas semanas, mas estará de volta no dia 3 de fevereiro.

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Almoço para o retiro

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No dia 08/02 a comissão de retiro realizará um almoço na igreja com a finalidade de arrecadar verba para suprir a ida de alguns irmãos. Reserve essa data, e participe com alegria.   

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BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER

83. São igualmente odiosas todas as transgressões da lei?
R. Alguns pecados em si mesmos, e em razão de circunstâncias agravantes, são mais odiosos à vista de Deus do que outros. Ref. Sl 19.13; Mt 11.24; Lc 12.10; Hb 2.2-3.

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ANIVERSARIANTES

30/01 Eliane Aguiar Bruno  
31/01 Roselene Rosa Branco Rodrigues

Parabéns! Receba nosso carinho e nosso abraço bem apertado neste dia.

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ESPAÇO MISSIONÁRIO

 

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NOSSOS HORÁRIOS

Domingo

9h: Culto
9h40m: Escola Bíblica Dominical
19h: Culto.

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Terça e quarta-feira

Células nos lares: informações na secretaria da igreja (2624-0006).

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Quinta-feira, 19h:

Oração e Palavra

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OFICIAIS DA IGREJA

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Conselho:

Pr. Jônatas Vasconcelos
Pb. Amós Gomes
Pb. Carlos Henrique Cabral Lopes
Pb. Marcos Henrique Filgueiras
Pb. Ronaldo Costa Mothé

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Junta Diaconal:

Dc. Afonso Roberto Vasconcelos

Dc. Carlos José Rosa da Silva

Dc. Ézio Alves de Amorim