Formação espiritual
.
O mundo cristão de hoje clama pelo crescimento de uma teologia que trabalhe na cruel realidade da vida diária. Infelizmente, muitos têm desistido da possibilidade de crescimento em relação à formação espiritual. Um vasto número de pessoas bem intencionadas tem se exaurido no trabalho da igreja e descoberto que isto não influencia substancialmente suas vidas espirituais. Elas descobriram que simplesmente eram impacientes, egocêntricas e medrosas quando começaram a carregar o fardo pesado do trabalho na igreja.
Outros têm submergido em múltiplos projetos de trabalhos na área do serviço social. Mas quando o ardor de ajudar aos outros se esfria por um tempo, eles percebem que tantos esforços hercúleos deixaram poucas marcas duradouras em sua vida interior. De fato, deixaram-nos mais doloridos pela frustração, raiva e amargura. Há também os que têm uma prática teológica que não permite crescimento espiritual. Havendo sido salvos pela graça, essas pessoas têm ficado paralisadas nisso. A tentativa de qualquer progresso espiritual tem um sabor de “obras de retidão” para eles. Sua liturgia diz que eles pecam em palavras, pensamentos e atitudes diárias; então, pensam ser esse seu destino até morrerem. A perspectiva do Céu é o seu único alívio nesse mundo de pecado e rebelião. Consequentemente, essas pessoas bem intencionadas vão sentar em seus bancos na igreja e, passando algum tempo, vão perceber que nenhum avanço foi feito em suas vidas com Deus.
Há um mal-estar geral que nos toca a todos. Parece que nos acostumamos à normalidade da disfunção. A constante exploração da mídia em relação às torrentes de escândalos, vidas partidas e mazelas de toda sorte nos deixa não muito mais do que simplesmente chateados. Temos que esperar um pouco mais do que isso, ao menos de nossos líderes religiosos – talvez, especialmente de nossos líderes religiosos. Esta disfunção em toda parte é tão infiltrante que é quase impossível termos uma visão clara do progresso espiritual.
Todo trabalho de formação autêntico consiste em “trabalhar o coração”. O coração é a fonte de toda ação humana. Todos os mestres espirituais constantemente nos chamam, quase que de forma esfadonha, para que nos voltemos e purifiquemos os nossos corações. Os grandes sacerdotes puritanos, por exemplo, mantiveram a atenção nesse ponto. Em Mantendo o coração, John Flavel, um puritano inglês do século 17, adverte que “a maior dificuldade na coversão é ganhar o coração para Deus; e a maior dificuldade após a conversão é manter o coração com Deus”. Quando estamos trabalhando o nosso coração, as atividades externas nunca são o centro da nossa atenção. Atitudes visíveis são o resultado natural de algo profundo, bem mais profundo.
É necessário muito treinamento para sermos o tipo de pessoa segura e reinarmos tranquilamente com Deus. Deus está vivo! Jesus é real e atuante em nossas pequenas vidas, que são fraturadas e fragmentadas. Como Thomas Kelly sustenta, nós estamos vivendo em uma “luta intolerável de agitação”. Nós sentimos a força de atração de muitas obrigações e tentamos cumpri-las todas. E estamos, conforme suas palavras, “infelizes, intranquilos, extenuados, oprimidos e tememos fracassar”. Mas, através do tempo e da experiência – às vezes, muito tempo e muita experiência –, Deus começa a nos dar um sossego surpreendente. Nas profundezas do nosso ser, a alternância nos dá uma vida coesa intacta, de humilde adoração diante da viva presença de Deus. Não se trata de êxtase, mas de serenidade, sem abalos e firmeza de orientação da vida.
Nas palavras de George Fox, nos tornamos homens e mulheres “estáveis”. Então, começamos a desenvolver um hábito de orientação divina. O trabalho interior da oração torna-se muito mais simples agora. Lentamente, descobrimos pequenos reflexos de proteção celeste e os sopros de submissão são tudo o que é preciso para nos atrair para uma orientação habitual de nossos corações voltados para o Senhor.
.
Richard Foster
Da revista Cristianismo Hoje
.
CONVERSE COM O PASTOR
.
Se você deseja agendar um aconselhamento ou uma visita com o pastor, fale com a Simone das 10h às 16h na secretaria da igreja pelo telefone 2624-0006.
.
Série “As sete palavras da cruz”
.
Até o domingo de páscoa, dia 12 de abril, as mensagens dominicais seguirão a seqüência das sete frases que Jesus disse durante a sua crucificação.
.
Dia 01/03 – 1ª Palavra: Lucas 23.34
“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que
estão fazendo”.
.
Dia 08/03 – 2ª Palavra: Lucas 23.43
“Eu lhe garanto: Hoje você estará
comigo no paraíso”.
.
Dia 15/03 – 3ª Palavra: João 19.26-27
“Aí está o seu filho”. “Aí está a sua mãe”.
.
Dia 22/03 – 4ª Palavra: Mateus 27.46
“Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”
.
Dia 29/03 – 5ª Palavra: João 19.28
“Tenho sede”
.
Dia 05/04 – 6ª Palavra: João 19.30
“Está consumado!”
.
Dia 12/04 – 7ª Palavra: Lucas 23.46
“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”
.
.
AVISOS
.
Retiro 2010
.
Estamos procurando um novo lugar para a realização do nosso próximo retiro, para o qual alguns irmão já têm trabalhado no sentido de levantar fundos. Logo estaremos disponibilizando os carnês. Ore pelo Retiro 2010 desde já!
No próximo domingo (22), teremos um delicioso almoço na igreja, para arrecadarmos fundos para o nosso retiro 2010. Convites R$ 5,00 com um copo de refrigerante. Reserve esta data com alegria e carinho, pois, desfrutaremos de comunhão com nossos irmãos.
.
Pr. Jônatas
.
Está retornando do congresso de igreja em células em São Paulo, onde esteve desde quinta-feira.
.
Presb. Paulo
.
Nosso irmão Paulo Nunes, presbítero e seminarista do nosso Presbitério, estará trazendo a mensagem à igreja hoje, no culto da noite. Que Deus abençoe sua vida e o seu ministério.
.
Site novo!
.
O site da igreja está de cara nova. Acesse (www.ipbarreto.org.br) e divulgue. Em breve publicaremos as fotos do Retiro 2009.
.
ANIVERSARIANTES
.
15/03 Pr. Jônatas e Monique (casamento)
16/03 Dausy e Marco (casamento)
16/03 Gustavo Branco Q. Rodrigues