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Deus criador e a criatividade humana
Uma questão que deixa muitos cristãos inquietos após a conversão é: por que a criatividade está muitas vezes presente de forma mais pujante fora do que dentro dos círculos eclesiásticos? Logo que o neófito começa a garimpar à procura de uma cultura evangélica rica e bela, se depara com a sua escassez. Tal constatação pode levá-lo a uma justa frustração. De um modo geral, no Brasil temos um público evangélico majoritariamente despreocupado com a estética, que valida qualquer qualidade de expressão artística sem critérios muito rígidos de aceitação. Esse desprezo pela excelência é fruto de uma cultura mais ampla, nacional, que segundo se crê, está mudando paulatinamente. Mas o que a Bíblia e a teologia reformada nos ensinam sobre a forma como devemos conceber tais expressões? Será que Deus avaliza tal despreocupação? Será que ela encontra eco no Evangelho de Jesus Cristo? Será que a arte tida como evangélica, a expressão de uma criação genuinamente cristã, deve ser etérea e monótona, limitada em termos de criação?
O primeiro fato a se observar é o narrado em Gênesis 1.31, quando Deus concluiu a sua criação e viu “tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”. Aqui Moisés registra a forma como o próprio Deus vê a sua criação. Ele fez tudo muito bom, excelente, de onde concluímos que Ele é não só o maior entusiasta da excelência, mas a sua fonte primeira. Deus é perfeito. Como podemos ver, Deus criou o mundo diverso, complexo e belo, expressando a criatividade como um de seus mais deslumbrantes atributos.
O segundo fato é que Deus, além de expressar criatividade em sua obra, criou o homem como a sua magnum opus (obra máxima), conferindo-lhe o status de imago Dei. Por ter sido criado à imagem de Deus, o homem tem diante da natureza um papel singular, que inclui povoar a terra, sujeitá-la a si mesmo e dominar sobre todo o resto da criação (Gênesis 1.26). Essa vocação inerente a todo ser humano é conhecida na teologia como mandato cultural. O homem tem diante do resto da criação e da sociedade o dever de manter e promover a sua harmonia e beleza conforme estabelecidas por Deus no princípio. É claro que um dever de tamanha magnitude implica em responsabilidade proporcional, com a qual o homem não tinha dificuldades antes da Queda, mas que desde sua rebelião contra Deus tem se mostrado incapaz de cultivar. Mazelas sociais como a violência urbana, o consumo e tráfico de drogas e a corrupção enraizada nas instituições, sejam públicas ou privadas, são reflexo desse fato. A perda do equilíbrio que o homem tinha com o resto da criação e com a sociedade resulta do pecado. Sentimentos como ganância e egoísmo, fomentados consciente ou inconscientemente pelo sistema capitalista, o tem cegado para os danos à sociedade e à criação, expressando do lado de fora seu total desequilíbrio interior. Se antes da Queda o homem era capaz de exercer todo o seu potencial criativo e utilizar toda a inteligência de que Deus o dotou para manter aquela ordem e beleza iniciais, o pecado lhe subtraiu parte dessa capacidade, embotando-lhe a sensibilidade de expressar plenamente aquilo que o distingue do resto da criação.
Sabe-se também que não há imprevistos para Deus que, em seguida à Queda, promete redenção naquilo que ficou conhecido como proto-evangelho (Gênesis 3.15), primeira expressão de sua graça. O Filho da mulher pisaria a cabeça da serpente. O Criador não entregaria sua obra para Satanás. Em seus decretos eternos, Ele já tinha seus meios de preservar a ordem e beleza daquilo que criara. Ele levantaria os seus remanescentes (Israel na Antiga Aliança e a Igreja na Nova Aliança) que levariam a bom termo o mandato cultural, que seriam o sal da terra, a preservar e propagar suas virtudes à criação decaída. É notório que o homem não foi totalmente destituído de sua capacidade criativa, ou seja, de expressar-se como imagem e semelhança de Deus ao criar, ao fazer arte, ao fazer uso de sua inteligência para promover a harmonia e a ordem. Mesmo o homem não redimido expressa a imago Dei e cumpre o mandato cultural em sua criação e labor, embora não reconheça a origem dessa aptidão que lhe é inata. Mas o homem sem Deus não procura a excelência movido pela expressão da glória do Criador, não quer atribuir-lhe a honra que lhe é devida, mas o faz motivado por razões como a sua própria realização profissional, sua necessidade de buscar afirmação e reconhecimento diante de seus semelhantes, sua sede por prestígio etc.
Conhecedor que é da revelação especial de Deus (a Bíblia), o cristão deve buscar excelência no exercício de sua criatividade como forma de refletir a imago Dei, levando os admiradores de sua criação a tributarem louvor e glória a quem reconhecidamente lhe conferiu tal capacidade, àquele que, não tendo sido criado, posto que é sempiterno, criou todas as coisas. Os cristãos que têm laborado sob tal motivação têm feito resplandecer a sua luz diante dos homens, para que eles vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai que está nos céus (Mateus 5.16). Aqueles que querem satisfazer apenas às suas expectativas pessoais e egoístas podem não demonstrar uma busca pelo melhor, mas não aqueles que procuram glorificar ao Criador. Quanto a estes, tudo o que lhes vem à mão para fazer, fazem conforme as suas forças (Eclesiastes 9.10), dando o seu melhor. Ao fazerem uso de sua inteligência e capacidade criativa, procuram promover os valores e a ordem do Reino de Deus, cientes de que não há outro meio de ser luz neste mundo em trevas. Por isso seus critérios quanto à criação são os mais elevados.
É claro que não se pode falar de busca por excelência segundo a Bíblia sem mencionar que não há atalhos, não há outro caminho para alcançá-la, não há outra forma de ser cabeça ao invés de cauda, de se estar em cima e não debaixo (Deuteronômio 28.13) senão mediante a observação zelosa de sua Palavra. Não há criatividade que tenha valor perene senão aquela que é exercida sob a égide da Palavra que dura para sempre. Ignorantes que são, algumas pessoas, mesmo membros de igrejas, se curvam diante da fama e do sucesso proporcionados pela criatividade, como se ela fosse um fim em si mesma. Diante disso, cabe a Igreja envidar esforços no sentido de incentivar diferentes formas de expressão criativa, mas sem deixar de instruir seus membros quanto ao que sejam motivações santas para o exercício da criatividade, para que esta finalmente alcance o objetivo para o qual Deus a imprimiu no homem: glorificá-lo através do seu laborioso e prazeroso exercício. A Deus toda a glória!
Pr. Jônatas Vasconcelos
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AVISOS
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Jornada Bíblica!
A partir de amanhã, daremos início a uma nova Jornada Bíblica. Você pode optar pela leitura em um ano do Novo Testamento, do Antigo Testamento ou da Bíblia toda. Os planos de leitura estão à disposição próximos à porta do templo.
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Jantar de casais
A SAF está organizando um jantar de casais, que será no próximo dia 20 de junho. Guarde desde já esta data na agenda. Logo os convites estarão à disposição dos irmãos.
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Pr. Jônatas
Está hoje pela manhã no retiro de pastores do Presbitério de Niterói. À noite estará na igreja trazendo a mensagem. Estará de férias entre os dias 9 e 30 de junho. Na ausência do pastor você pode contatar o vice-presidente do Conselho, Pb. Amós (2606-6206).
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“Família: bênção de Deus!”
Esse é o tema da série de palestras sobre família que serão ministradas nos domingos de julho pela manhã, em classe única no templo.
Dia 5/06 – Rev. Orlando Santos
Psicólogo, pastor da IP Central de Japeri
Dia 12/06 – Rev. Carlos Augusto Sampaio
Psicólogo, terapeuta de família e pastor da IP Betânia
Dia 19/06 – Gláucia Medeiros
Psicóloga, coordenadora do Núcleo Rio de Janeiro do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos.
Dia 26/06 – Pr. Vanderley Lima
Psicólogo, terapeuta de família e pastor da IP Betânia
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ESPAÇO MISSIONÁRIO
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Você conhece o Movimento Estudantil Alfa e Ômega?
Somos um grupo de estudantes que entendem que a maior aventura da vida é ter um relacionamento pessoal e verdadeiro com Deus, através da pessoa de Jesus. E como essa aventura é maravilhosa demais para ser solitária, precisamos contar ao maior número de pessoas possível. Para isso, promovemos reuniões, palestras, estudos bíblicos, seminários, evangelismo pessoal, discipulado e encontros para diversão.
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Nosso alvo
O Movimento Estudantil Alfa e Ômega trabalha para ajudar as pessoas em seu relacionamento com Deus a crescerem espiritualmente, desenvolverem liderança e relacionamentos interpessoais saudáveis.
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Por que a universidade?
A universidade é vista como um lugar que valoriza conceitos, idéias e pesquisas. O universitário está constantemente recebendo informações que o influenciarão por toda a vida. O Movimento Estudantil Alfa e Ômega busca contribuir com a formação do estudante levando a mensagem do maior líder da história, Jesus Cristo. Acreditamos que essa mensagem pode transformar o indivíduo e a sociedade.
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Fonte: www.alfaeomega.org.br