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O Rivotril e a oração

Recentemente a revista “Época” publicou uma matéria sobre o uso do Rivotril, uma droga contra a ansiedade, de baixo custo, que tornou-se o segundo remédio mais vendido no Brasil, atrás apenas do anticoncepcional Microvlar. Segundo a revista, apesar de a droga ser antiga e estar há mais de 35 anos no mercado, nos últimos cinco anos teve uma escalada impressionante de vendas, batendo inclusive analgésicos tradicionais, como Novalgina e Tylenol.

Este dado revela um cenário social preocupante sob vários aspectos. Além dos problemas mencionados na reportagem — que vão desde o aumento dos transtornos de ansiedade e depressão na sociedade, até os milhões de dólares gastos em publicidade pela indústria farmacêutica, passando pelos atalhos usados por profissionais de saúde que não se preocupam em analisar as causas da ansiedade –, temos um quadro que desafia a fé e o chamado de Cristo.

Vivemos um tempo de muita violência, pressa, competição e medo. As inúmeras expectativas sociais, afetivas e profissionais geram inquietações e frustrações. As mudanças em diversos aspectos da vida acontecem numa velocidade enorme e tornam cada vez mais difícil para a pessoa discernir o que realmente importa e o que é possível. Os anseios internos e externos nos consomem. Amigos que requerem nosso tempo e atenção, projetos não concluídos e outros na fila à espera de tempo para serem considerados. O lar deixou de ser um lugar tranquilo. As várias televisões ligadas, a internet e os celulares transformaram o ambiente doméstico numa extensão da agitação que vivemos todo dia. Cada nova experiência nos traz exigências cada vez maiores.

Nos anos dedicados ao seu ministério público, Jesus trabalhou intensamente, enfrentou situações difíceis, violência e um complexo quadro social, político e econômico. E declarou em sua oração ao final do ministério: “Eu te glorifiquei na terra consumando a obra que me confiaste” (Jo 17.4). Compreender o significado desta declaração nos ajudará a lidar melhor com a ansiedade.

O reverendo Peter T. Forsyth disse em certa ocasião: “O pior dos pecados é a falta de oração”. Por meio da oração nós permanecemos com os olhos e a mente em Deus. Sua ausência intensifica nosso orgulho, e achamos que é possível viver sem Deus. A prática da oração nos preserva numa vida centrada na glória, no reino e na vontade de Deus. Foi assim que Jesus nos ensinou a orar.

Para muitos as tensões e ansiedades do trabalho vêm de chefes e diretores neuróticos. As incertezas do futuro, o ritmo acelerado das mudanças, a superficialidade dos relacionamentos, as exigências públicas e privadas cada vez maiores, são geradores de muita ansiedade. Porém, a oração nos ajuda a manter a vida focada em Deus, e nele aprendemos a descansar e reconhecer o que realmente importa.

O mundo de Jesus não era diferente; ainda assim, o vemos orando, reconhecendo que havia completado a obra que lhe fora confiada. É claro que, mesmo tendo curado muitos enfermos, outros tantos permaneceram doentes. Devolveu a dignidade a algumas prostitutas, coletores de impostos e endemoninhados, mas muitos continuaram na vil escravidão. Porém, a certeza de ter cumprido a tarefa que o Pai lhe confiara veio do lugar que a oração ocupou em sua vida.

Não podemos mudar a paisagem externa (agitação, competição, violência, consumo), mas podemos mudar a paisagem interna (confiança, entrega, descanso, paz). Uma vez que a paisagem interna é transformada, podemos entrar no mundo agitado da paisagem externa e contribuir para sua transformação.

Um momento de silêncio, meditação nas Escrituras e oração no início de cada dia muda radicalmente a paisagem interna e nos ajuda a olhar com mais serenidade a paisagem externa. Além desses minutos diários, precisamos nos recolher, pelo menos uma vez por semana, para um inventário pessoal, para ver se temos nos ocupado mais com Deus e sua vontade ou com a tirania das demandas sociais. A oração é o antídoto divino para a ansiedade.

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Pr. Ricardo Barbosa de Sousa
Igreja Presbiteriana do Planalto

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AVISOS

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40 Dias de Propósitos

 
• A vida de Noé foi transformada por quarenta dias de chuva.
• A vida de Moisés foi transformada por 40 dias no monte Sinai.
• Os espias foram transformados por 40 dias na Terra prometida.
• Davi foi transformado por 40 dias de desafio feitos pelo gigante Golias.
• Elias foi transformado quando deus deu a ele 40 dias de fortalecimento através de uma simples refeição.
• A cidade inteira de Nínive foi transformada quando Deus deu a eles 40 dias para mudar.
• Jesus foi capacitado por 40 dias no deserto.
• Os discípulos foram transformados por 40 dias com Jesus depois da ressurreição.
Aguarde para ver o que Deus pode fazer em sua vida em 40 dias.
Assim que puder, compre o livro “Uma vida com porpósitos”, de Rick Warren, Ed. Vida. Mas não leia ainda. Vamos ler juntos a partir do dia 28 de setembro.

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Campanha do telhado

Louvamos a Deus por ter movido o coração da igreja a dar de presente para o templo R$ 1.482,90 na última terça-feira, o que representa 30% do valor total da reforma do telhado. A obra foi orçada em R$ 5.000,00. O Barreto Mix já havia levantado 20% (R$ 960,00). Agora só nos resta a outra metade: R$ 2.547,10. Ore por isso e contribua especificamente.

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Campanha do som

Um novo equipamento de som para a igreja foi orçado em aproximadamente R$ 7.000,00. Se você deseja ofertar especificamente para esse fim, procure o Alexandre Galhano e diga como.

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Barreto Mix

Será nos dias 23 e 24 de outubro, e terá como finalidade levantarmos fundos para o Retiro 2010. Se você deseja fazer parte da comissão organizadora, esteja aqui na próxima quarta-feira, às 19h, para uma reunião de planejamento.

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ESPAÇO MISSIONÁRIO

 

5ª Conferência Missionária

“Lutando pela paz da cidade”

“Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz”. (Jeremias 29.7)

Será nos dias 19 e 20 de setembro. O preletor será o Pr. Paulo Cappelletti, 47 anos casado com Silvia tem dois filhos, Giovani e Maressa. Graduado na Faculdade Teológica Batista de São Paulo; Mestrando em Missões Urbanas pela Faculdade Servos de Cristo. Fundou e presidiu por 14 anos a Missão CENA, que evangeliza e assiste excluídos da capital paulista (travestis, prostitutas, crianças de rua, mendigos, presos, etc.). Cooperou no desenvolvimento da estratégia conhecida como três erres: Resgatar, Restaurar e Reintegrar o homem à sociedade da Missão CENA. Está iniciando um novo trabalho com os excluídos em Santo André chamado Missão SAL (Salvação, Amor e Libertação).