O espelho límpido

O espelho límpido
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Quando começamos a pensar sobre os efeitos da queda no conhecimento que temos de nós mesmos, chegamos a uma conclusão surpreendente: não nos conhecemos. Temos uma grande dificuldade de ver nós mesmos como realmente somos. Isso se reflete na profunda baixa auto-estima de alguns que não conseguem ver suas qualidades e potencial, mesmo quando elas estão a um palmo de seu nariz. Isto se reflete na nossa incapacidade de muitas vezes não conseguirmos ver nossas fraquezas e debilidades, mesmo quando as pessoas que convivem conosco insistem em nos alertar.

Tanto o arrogante quanto o complexado sofrem do mesmo mal: estão desconectados de si mesmo. Algumas pessoas são extremamente arrogantes, outras extremamente complexadas, mas a maioria vive oscilando entre uma coisa e outra, com picos de arrogância e depressões de baixa auto-estima. Talvez por isso a literatura de auto-ajuda seja tão popular em nossos dias, uma vez que as pessoas precisam desesperadamente descobrir a si mesmas para poder então lidar com relacionamentos complexos e toda uma vida que espera soluções.

Mas a auto-ajuda é a imagem de um homem tentando flutuar no ar puxando os próprios cadarços. Não podemos nos auto-ajudar a sair do buraco. Elogios e um pouco de otimismo não nos levarão a um encontro profundo conosco mesmos, só a novas miragens.

João Calvino dizia que só o conhecimento de Deus por nos revelar que nós somos, pois na presença Deus temos o referencial, o ponto de medido, o marco zero para nos auto-avaliarmos: a glória do caráter do Criador. Quanto mais conhecemos o Pai mais conhecemos a nós mesmos, e quanto mais conhecemos a nós mesmos mais conhecemos o Pai. É o rosto do Pai o espelho límpido onde veremos o nosso rosto, onde veremos quem somos e quem não somos. Isso é graça.

                                                                       Pr. Jeferson C. Alvarenga

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