Redefinindo o pecado

Redefinindo o pecado
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listas

            Somos viciados em listas. Temos de admitir. Gostamos de listas: listas de tarefas, listas de compras, listas de presentes, listas de convidados, lista telefônica, listas de listas… Os cristãos também tem suas listas e talvez a que eles mais amem seja a lista de pecados. Tudo que “pode” e “não pode” está lá, bem claro e explicado.

A impressão equivocada que essa lista de pecados produz é que é só manter a atenção e o foco e não quebrar nenhuma regra que estaremos ok com Deus. Pronto. Mais um dia sem pisar na bola, cumprindo a lista a risca. Quando alguma coisa “dá errado”, é só pedir desculpas com aquele jeitinho de “foi mal” e se comprometer mais, tentar com mais força, se esforçar até conseguir cumprir todos os itens e finalmente descansar no final do dia: mais um dia sem quebrar as regras da lista.

Jesus veio redefinir tudo que sabíamos sobre pecado e por meio de parábolas e ditos impressionantes simplesmente subverteu tudo que se imagina ser correto sobre o pecado. Os fariseus amavam listas mais do que qualquer um. Tinham suas listas de certo e errado, suas listas de pecado, e viviam com esta lista na mão. Obedecendo para se sentirem salvos e jogando no inferno aqueles que não seguiam sua lista.

Aí Jesus conta uma série de parábolas. Na parábola de um pai que tinha dois filhos é justamente o filho que cumpre toda a lista que acaba ficando de fora da festa, não apesar da lista de obediência mas necessariamente por causa dela. Na parábola do fariseu e do publicano, o fariseu exibe diante de Deus sua lista impressionante de virtudes e o publicano se humilha. Ao fim Jesus choca seus ouvintes dizendo que o fariseu tinha ficado na mesma mas que o publicano havia sido perdoado por Deus.

Começamos a descobrir que não somos salvos pela lista e que o pecado está muito além da lista, está na lista e na nossa motivação de cumprir coisas para que Deus nos engula. Jesus diz que o pecado é uma condição tão severa de autosuficiência do homem, de autossalvação como diria Tim Keller, que o orgulho resultante de cumprir a lista é tão pecaminoso quanto quebrar todas as regras contidas nela.

Afinal, não somos salvos pela lista. Somos salvos por que temos um Redentor que pregou na cruz do madeiro com sua morte a nossa lista de pecados, inclusive o pecado de confiarmos em listas.

Pr. Jeferson C. Alvarenga

                       

 

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