No espelho eu vejo o Amado

No espelho eu vejo o Amado
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As Escrituras afirmam que o homem foi feito a imagem e semelhança de Deus. As Escrituras usam a palavra “imagem”, como se o homem fosse um reflexo do seu Criador, uma semelhança como o rosto no espelho. Havia uma semelhança entre o Criador e a criatura a ponto do homem ser como o reflexo do rosto de Deus: sua pessoalidade, sua espiritualidade, sua inteligência, bondade, justiça, criatividade, capacidade para se relacionar e amar eram como um reflexo claro da glória de Deus. Olhar para a criatura era olhar para Deus. A criatura via em si mesma a imagem do seu Criador, havia uma semelhança. Contudo, após o pecado a imagem de Deus no homem foi quebrada. Já não é possível olhar para o homem e ver o Eterno no rosto do homem, que olha para si mesmo e já não vê mais o que via antes. Sem o referencial da imagem de Deus, sem saber quem é no Criador, sem conhecer sua identidade no Pai, vivemos oscilando entre a baixa auto estima e auto estima inflada, entre o complexo e o orgulho, entre sermos os mocinhos e o bandido, entre ser nada e ser tudo.

Brennan Manning conta história de um homem chamado John Eagan que mantinha um diário que foi publicado após a sua morte.  John relata que certa vez estava em um retiro espiritual quando seu mentor espiritual lhe disse: “Faça do Senhor e do imenso amor dele por você elementos constitutivos de seu valor pessoal. Defina-se radicalmente como alguém amado por Deus. O fato de Deus amá-lo e escolhê-lo determina o seu valor. Aceite isso e permita que se torne a coisa mais importante da sua vida”. Devemos nos lembrar que não somos filhos e filhas de Deus por que somos bons ou por que somos ruins, não tem a ver com o que fizemos ou com o que faremos mas com o fato de que “”Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). O substrato mais essencial de nossa identidade é de filhos e filhas adotados pela graça com base no sacrifício salvador de Jesus Redentor.

Pr. Jeferson C. Alvarenga

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