Equilíbrio nas Emoções

Equilíbrio nas Emoções
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Deus nos fez seres emocionais, capazes de sentir emoções tão ternas quanto o carinho e tão complexas quanto a paixão. O que seria de nós de não fôssemos seres emocionais? Imagine se fôssemos apenas uma soma de razão e vontade: olharíamos inertes para um quadro de van Gogh sem expressão, ouviríamos uma peça de Bach sem ternura, assistiríamos um filme emocionante sem lágrimas, teríamos relações sem profundidade, teríamos casamentos sem paixão e viveríamos em família sem afeto. Somos seres emocionais e por isso nos alegramos, rimos, choramos, sofremos, sentimos e por isso vivemos a vida de uma forma mais profunda e vibrante. Mas há o outro lado…
Em sua rebelião contra o Criador o homem todo caiu as emoções também foram afetadas. Por isso sabemos o que é nos sentirmos doentes emocionalmente, sabemos qual é a sensação de lidarmos com sentimentos contraditórios e até perigosos: inveja, ódio, rancor… Sentimos desprezo, medo e inúmeras paixões tentam nos arrebatar. Sabemos o que é sentir atração por outra pessoa que não o nosso cônjuge, sabemos o que é sentir que Deus está sendo injusto conosco, cultivando sentimentos de vitimização e ódio. Sabemos bem que nosso coração pode ser um lugar de desequilíbrio, desgoverno e destruição.
Os problemas são os sentimentos? Claro que não, pois o próprio Deus nos fez assim e declarou: “É muito bom!” (Gn 1). O problema não são nossos sentimentos, o problema é o pecado, é a nossa natureza interior que deu as costas para o Criador. Se o problema é o pecado, então a solução é o fato de que o Eterno nos achegou a Ele mesmo por meio do Evangelho da graça revelado em Jesus Cristo, o Redentor que morreu por nós. Por que temos um Salvador e Senhor, o Espírito Santo está nos transformando, sarando e curando, gerando Jesus em nós, inclusive nos curando emocionalmente. Acredito com sinceridade que um traço inegável de que alguém está amadurecendo em Cristo Jesus, está crescendo como discípulo, é quando o equilíbrio emocional que é fruto da obra do Espírito Santo começa a ser visível em nós. Aprendemos a não negar o que sentimos e nem tão pouco sermos dominados e governados pelo que sentimos, de forma que aprendemos a cada dia a sentir como Jesus sente e ter em nós o coração pulsante do Mestre.

Pr. Jeferson C. Alvarenga

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