AMOR DE CARNE E OSSO

AMOR DE CARNE E OSSO
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Não dá pra negar que vivemos em um tempo de pessoas espiritualizadas. É claro que essa espiritualidade de hoje em dia pode ser muito multifacetada, pois cada pessoa possui sua própria definição do que é ser espiritualizado e como podemos nos tornar espiritualizados e as práticas vão desde meditação silenciosa a manipulação de cristais, frequentar lugares religiosos e leituras inspiradoras, contato com a natureza e alongamentos para o corpo. Tudo isso junto nos causa uma impressão de que espiritualidade é algo tão complexo, abstrato e individual (ou individualista?) que é impossível de se saber como está indo a nossa espiritualidade. Afinal, é possível dizer que estamos nos tornando mais espirituais? Se sim, como medir? Como avaliar?

As Escrituras tem uma resposta fulminante para esta pergunta, pois para Jesus e seus primeiros aprendizes se queremos descobrir como está nosso relacionamento para cima – com Deus – é só olhar como estão as nossas relações para o lado – com as pessoas. A primeira coisa que aprendemos é que nós cristãos definimos espiritualidade tirando o homem do centro da discussão e colocando nosso Criador, por quem e para quem fomos criados. Fomos criados para um relacionamento pessoal com o Deus Trino que se revela em Jesus. Mas como saber se temos de fato um relacionamento real com o Deus que não vemos? Ecoando os ensinos de Jesus em João 15, o apóstolo João responde assim: “Se alguém se vangloria, dizendo: ‘Eu amo a Deus’ mas odeia e despreza seu irmão, é mentiroso. Se não ama a pessoa que vê, como pode amar a Deus, a quem não vê? O mandamento que temos da parte de Cristo é sem rodeios: amar a Deus se vê na prática de amar o próximo. Vocês precisam amar os dois” (1Jo 4.20,21). Se desejamos saber como anda nossa relação com Deus é só olhar para o lado, para ver como estão nossas relações horizontais. O verdadeiro amor é feito de carne e osso.

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