USANDO OS ÓCULOS ERRADOS

USANDO OS ÓCULOS ERRADOS
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Se você tivesse que pintar um quadro ilustrando Deus, como ficaria sua pintura? Quando você o imagina em sua mente, qual é a imagem que vem d’Ele? Essa é uma pergunta que parece meio tonta, mas o fato é que nosso relacionamentos com Deus é definido em grande parte pela maneira como o conhecemos. E como conhecemos a Deus? Bem, nós cristãos temos afirmado por séculos que a maneira fiel e segura de conhecermos o Eterno é voltando os olhos para a Sagrada Escritura pois a mesma é onde o Criador revela a si mesmo de maneira fiel, clara, inequívoca. Sabemos disso, no entanto é difícil reconhecermos que as Escrituras não são a nossa única fonte de inspiração. A nossa história pessoal tem um peso enorme que muitas vezes não conseguimos reconhecer.

Todos nós trazemos conosco um passado que influencia a maneira como vemos a Deus, em especial a nossa experiência familiar e a nossa relação com a figura paterna. Para muitos de nós esse é um assunto difícil e doloroso pois muitos de nós tivemos (ou temos) um relacionamentos frustrante, decepcionante, doloroso e até doentio com nossos pais. Sabemos que muitos tiveram pais indiferentes, violentos, abusivos, inflexíveis e perfeccionistas, pais ausentes emocionalmente e fisicamente, pais que nunca afirmaram seu amor por seus filhos e nunca transmitiram segurança as suas filhas. O que demoramos a perceber é como essas experiências permanecem vivas dentro de nós ao longo dos anos e, como um par de óculos que distorce nossa visão, influenciando a maneira como vemos a Deus e como nos relacionamos com Ele. O mecanismo é universal e muito conhecido: projetamos em Deus nossas experiências e o vemos como indiferente, punitivo, distante, perfeccionista, um Deus ausente emocionalmente e fisicamente para quem nunca somos bons o bastante. Como resultado sentimos medo, mágoa e até raiva desse “deus”, nunca nos sentimos abraçados e aceitos e ao invés de experimentarmos um relacionamento íntimo e profundo, cheio de alegria e amor, vivemos uma religiosidade fria e superficial. A boa notícia é que o diagnóstico é parte da cura e mais: o Pai continua buscando por você!

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